Três escrivães e um inspetor foram assassinados por outro policial civil neste domingo. No ano passado, um militar matou um jovem de 19 anos na mesma unidade, após uma discussão em uma festa.

A unidade, inclusive, mudou de endereço após a morte do jovem no ano passado. Neste domingo, um policial civil matou quatro colegas de trabalho no município que fica a cerca de 350 quilômetros de Fortaleza. A Polícia Civil identificou as vítimas como os escrivães Antônio Claudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira, e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira.
No ano passado, um policial militar matou um jovem, identificado como Mateus Silva Cruz, de 19 anos dentro da mesma delegacia. Os dois haviam sido levados à unidade após uma discussão. O agente George Tarick de Vasconcelos disse ter assassinado o jovem “em um momento de fúria, levado por violenta emoção”. Ele está preso e deve passar por júri popular.

O advogado de acusação do caso de Mateus era vizinho de uma das vítimas deste domingo — Francisco dos Santos Pereira. Após as mortes, ele compareceu à delegacia para prestar apoio aos familiares do escrivão.
“Hoje, infelizmente, venho na condição de amigo desses servidores públicos que faleceram executados dentro da delegacia de Polícia Civil de Camocim. Isso assusta demais todos nós que moramos aqui na cidade”, disse Rildo Eduardo Veras Gouveia.
“Eu vim acompanhar e dar uma ajuda para a família. Nesse momento, o que a gente pode fazer é ajudar e lamentar o ocorrido”, complementou o advogado.