Durante entrevista ao programa Tá na Hora, da TV Difusora.

Durante entrevista ao programa Tá na Hora, da TV Difusora, os delegados Pedro Adão e Ederson Martins trouxeram novos detalhes sobre a prisão da influenciadora digital Tainá Sousa, realizada pela Polícia Civil do Maranhão nesta sexta-feira (1°), em São Luís, durante a Operação Dinheiro Sujo. A ação investiga um esquema de divulgação de jogos de azar nas redes sociais.

Segundo o delegado Pedro Adão, Taina, apontada como líder do grupo criminoso, foi presa após a polícia interceptar mensagens nas quais ela demonstrava intenção de assassinar autoridades e comunicadores que atuam contra o jogo ilegal. “Ela elaborou uma lista com nomes que incluíam o deputado estadual Yglésio Moyses, dois jornalistas entre eles, Domingos Costa – e o delegado responsável pelas investigações, que sou eu”, afirmou.

Além da ameaça, a prisão preventiva foi embasada no descumprimento de uma medida cautelar que proibia a influenciadora de acessar suas redes sociais. “Ela foi notificada na quarta-feira e já na quinta voltou a utilizar os pertis, o que reforçou o pedido de prisão”, explicou Adão.

A investigação também apura os crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar.
A influenciadora teria movimentado milhões de reais com a prática ilegal. “As vítimas da lista são pessoas que combatiam essa atividade criminosa e por isso passaram a ser vistas como obstáculos”, disse o delegado.

Ainda de acordo com a polícia, até o momento, apenas Tainá teve prisão decretada. Os próximos passos incluem o interrogatório da influenciadora, exame de corpo de delito e audiência de custódia. Os delegados não descartam novas prisões, à medida que os celulares apreendidos forem periciados e as investigações avançarem.

A Operação Dinheiro Sujo é conduzida pelo Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT).